quinta-feira, 10 de março de 2016

Estádio fálico

 Segundo Freud, a criança a partir de determinada altura, desenvolve uma forte atracão sexual pelo progenitor do sexo oposto e sentimentos agressivos em relação ao progenitor do mesmo sexo. É, no plano da fantasia e a nível inconsciente, a primeira experiência de amor heterossexual. O rapaz, receia que o pai castigue o seu desejo sexual pela mãe de forma severa. O rapaz teme que o seu pai o castre eliminando assim a base ou a fonte dos seus impulsos. Ao temor inconsciente de perder os órgãos genitais Freud dá a isto o nome de “ansiedade de castração” ou “complexo de castração”. De acordo com Freud, estas fantasias partidas da criança têm efeitos positivos: dá-se o recalcamento do desejo sexual incestuoso e forma-se um mecanismo de defesa chamado identificação.
 Freud sublinha que a repressão do complexo de Édipo ou, mais propriamente a sua ultrapassagem marca a etapa final do desenvolvimento do Superego.

                                  Juliana Monteiro 12º D nº8
Recalcamento Freud


O recalcamento foi inicialmente estudado por Freud, e é usado esse termo quando o indivíduo tenta eliminar  do seu consciente emoções, sentimentos,lembranças ou afetos passíveis (representações) que considera inaceitáveis, e que podem podem entrar em conflito com a visão que o sujeito tem de si mesmo.

Segundo Freud, este mecanismo só ocorre quando ocorre uma rotura marcante entre a atividade mental consciente e a inconsciente.


Freud acrescenta que este mecanismo não está presente desde o início e que é indispensável á simplificação da existência e que não deve ser considerado como patologia pois o estado patológico só é atingido quando  a pulsão reprimida passa a provocar desprazer em vez de prazer.

                       Rui Alves 12ºD Nº14


Método Psicanalítico

 O método psicanalítico, encarado apenas do ponto de vista terapêutico, é visto como uma terapia que se baseia na ideia de que conhecer e compreender a origem dos problemas que nos afetam, nos libertam em certa medida, de tensões, ansiedades (..) A vida psíquica do der humano desenrola-se sob o signo do conflito. Os conflitos mais marcantes na nossa evolução psíquica partem, segundo Freud, para a época da infância (primeira infância sobretudo). Os conflitos característicos da primeira infância podem ser resolvidos, se estes forem seguidos através de um desenvolvimento psíquico saudável. Todavia, como acontece muitas vezes, podem ser mal resolvidos ou mesmo não resolvidos. Isto significa que são recalcados ou reprimidos, afastados para longe da nossa consciência. O facto de estes se tornarem inconscientes não implica que sejam desativados ou deixem de existir. Não se manifestando diretamente ao nível da consciência, estes conflitos e incidentes traumáticos continuam a afetar o nosso comportamento e a nossa personalidade sem que disso tenhamos consciência. Manifestam-se de forma indireta provocando assim perturbações psíquicas, desordens no comportamento e sofrimentos físicos. Durante o tratamento psicanalítico, o terapeuta tenta conduzir o paciente à origem, até aí inconsciente, dos seus males, ou seja, tenta fazer os conflitos e traumas inconscientes (recalcados) à consciência. Para conseguir o acesso ao Inconsciente o método psicanalítico utiliza, duas técnicas: a livre associação e a interpretação dos sonhos. Além destas duas técnicas, há dois processos que acompanham a terapia psicanalítica: a resistência e a transferência. A livre associação é uma técnica que exige da pessoa a associação espontânea sem auto censura de imagens, ideias e recordações por mais embaraçosas que sejam ou por mais absurdas que possam parecer. Trata-se de reconstituir o acontecimento que se pensa estar na origem da perturbação psíquica. A interpretação dos sonhos consiste em descobrir o conteúdo latente do sonho mediante a análise do conteúdo manifesto (o que sonhamos é a manifestação de desejos inconscientes que estão latentes no sonho e que é preciso descodificar). Além destas técnicas, é necessário que entre o paciente e o analista se estabeleça uma determinada relação: a transferência. Este processo consiste no facto de o paciente experimentar, na relação com o psicanalista, sentimentos de natureza semelhante aos que na infância certas figuras parentais (pai, mãe, irmão) lhe despertaram. Sem a transferência, isto é, sem esta ligação afetiva intensa (positiva ou negativa), é difícil obter qualquer resultado terapêutico significativo.

                                                                                                           Juliana Monteiro 12ºD nº8

O desenvolvimento Psicossexual ou Afetivo



Para Freud, a sexualidade é a componente fundamental da realização do ser humano. O impulso sexual – a cuja energia podemos chamar libido – e a procura do prazer erótico determinam de forma poderosa o desenvolvimento afetivo do ser humano. Mas a sexualidade não é exclusivamente sinónimo de ato sexual ou genital: sexualidade é toda a atividade corporal que, centrando-se em diferentes zonas erógenas, em diferentes momentos, tende para o prazer.

Segundo Freud, o ser humano desenvolve-se através de cinco estádios. Em cada estádio do desenvolvimento, o prazer deriva de uma determinada zona do corpo, centrando-se nela (zona erógena). O modo como os pais lidam com os impulsos sexuais e agressivos dos seus filhos nos primeiros anos da infância é crucial para um desenvolvimento saudável da personalidade.


Em cada estádio do desenvolvimento, o indivíduo vive o conflito entre os seus impulsos biológicos e as expetativas sociais (de que os pais são os agentes transmissores e representantes). Freud usa o termo psicossexual para se referir ao modo como a vivência dos nossos impulsos sexuais no confronto com o meio envolvente tem impacto psicológico no tipo de pessoas que viremos a ser. 


Diogo Azevedo 12ºC

segunda-feira, 7 de março de 2016

Fases do sono



Numa das aulas de psicologia, abordamos a temática, ainda que superficialmente, das fases do sono. Este tema tornou-se, para mim, motivo de interesse, por isso, resolvi fazer uma pesquisa mais detalhada para elaborar este artigo.

O ciclo do sono divide-se em quatro fases distintas e, no fim de um ciclo que dura entre 90 a 110 minutos este reinicia-se.

A primeira fase, diz respeito à transição da vigília para o sono, nesta etapa ocorre a libertação de melatonina, que introduz a sonolência (abrange 10% da noite).

Na segunda fase, observa-se uma diminuição dos batimentos cardíacos, os músculos relaxam e a temperatura corporal baixa. Inicia-se um sono leve conhecido como sono de conexão (abrange 45% da noite).

Na terceira fase, o corpo funciona mais lentamente e a produção de moléculas diminui. O coração bate devagar e a respiração torna-se mais leve (abrange 25%).

Por fim, a quarta fase, corresponde ao sono profundo, quando ocorrem os sonhos que são fragmentos de memórias (fase REM- sigla em inglês para movimento rápido dos olhos). O indivíduo apresenta descargas de adrenalina, onde existem picos de batimentos cardíacos.

Em conclusão, o sono assume um papel de extrema importância na vida do Homem, uma vez que, é nesta fase que se restauram os tecidos, que se restabelecem os níveis de energia, aumenta-se a massa muscular, consolidam-se as aprendizagens e as memórias.

                                                                                                                                  Patrícia Caldas 12ºD

sexta-feira, 4 de março de 2016

O estádio genital (após a puberdade) - Síntese


Este estádio é a fase do desenvolvimento em que se deve liquidar o complexo de Édipo para que uma sexualidade equilibrada e uma vida psíquica saudável possam construir-se.


O estádio genital é um período em que conflitos de estádios anteriores podem ser revividos. Freud dá importância especial à reativação do complexo de Édipo e à sua liquidação. A passagem da sexualidade infantil à sexualidade madura exige que as escolhas sexuais se façam, de forma realista e segundo a norma cultural, fora do universo familiar, sendo os pais suprimidos enquanto objetos da libido ou do impulso sexual. 

Diogo Azevedo 12ºC 

O estádio de latência (dos 6 até à puberdade) - Síntese



Este estádio corresponde a um período de acalmia relativa das pulsões sexuais sublimadas e convertidas em desejo de conhecimento, de competência intelectual e física e de reconhecimento social, sobretudo dos grupos de amigos e dos professores. Nenhuma fixação ocorre neste estádio. Dá-se uma espécie de amnésia infantil que recalca as experiências antes vividas.

A ultrapassagem bem-sucedida deste estádio é possível se a criança, agora mais independente dos pais no plano afetivo, desenvolver um certo grau de competência nas atividades que atraem e naquelas que lhe são socialmente impostas.  


Diogo Azevedo 12ºC